sábado, 17 de novembro de 2012

Para realizar os meus sonhos

São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo aqui dentro que eu não sei o que fazer para não explodir.
Estou ansiosa, com uma vontade transbordante de realizar sonhos, sem demora.
Rápido, rápido! Antes que a força ou a vida acabem. O que acontecer primeiro.
Estou com frio na barriga, olhos famintos e asas nos pés.
Não posso ficar parada, meus sonhos me empurram para frente.
E para cima.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Os meus 20 dedos podres

Raiva é uma coisa que eu não sei lidar.
Não sei mesmo.
Acho que não me acostumei a extravasar com a vida.
Guardo tudo.
Engulo as palavras e as lágrimas e me encharco por dentro.
Por fora, só a face dura que diz que alguma coisa errada está acontecendo.
Que bom que minha memória é curta e eu sei que rapidinho eu esqueço.
Não que eu vá agir igual.
Confiar igual.
Isso não.
Mas eu já disse isso uma vez, e digo de novo:
Só quero sentir o que me faz bem.
Raiva e ressentimento estão bem longe desta lista.
Mas aí a cair duas vezes na mesma armadilha...

domingo, 11 de novembro de 2012

Não posso

Os dois conversavam bastante. 
Trocavam delírios, opiniões, futuros.
Trocavam olhares.
Beijos.
Ela sorria, brincava, queria.
E ele, esperava.
Ela falava, confessava, sonhava alto. Tão alto.
E ele ouvia.
Ela transbordava, explodia.
E ele... bem, ele assistia.
Ela se declarava. Inteira.
E tudo que ela ouvia, era "não posso".
Sentia seu rosto molhado.
E o dele também.
E não entendia.
O "não posso" na verdade é "não quero".
Sempre é.
E, perdidos, continuavam a história.
Bem menos poética do que poderia ser.
E os dois sabiam disso.