sábado, 7 de maio de 2011

Água para elefantes

Acabar de ler um livro querido é uma situação muito esquisita. Faz algum tempo que não leio um que me prenda tanto a atenção. Na primeira página, eu mergulhei de cabeça e ainda me sinto como se estivesse no circo, onde se passa a história.
Passei a semana dividindo meus pensamentos, alegrias e tristezas com um velhinho e uma elefanta, meus dois personagens preferidos. Soube de seus medos, suas vergonhas, seus pecados e agora, de uma hora para outra, eles vão embora.
Me deixam aqui para continuar essa minha vida tão diferente e com tão menos cores do que as deles.
É que eles parecem tão reais que nem por um segundo assumo a possibilidade de que eles não tenham vivido de verdade. Me parece mais possível que eu mesma seja o personagem.
Acabo saindo, ou sendo arrancada, da história pela última página que contém um resumo, pela autora, das inspirações que a levaram a escrever o livro, e me pego vergonhosamente assombrada pelo fato de que eles só existem escritos.
Eles parecem muito mais reais do que muita gente por aí.
O livro é este, mas eu não sou fã de sinopses. Elas enganam a gente. 
Afinal, sinopses são resumos de livros e um bom livro não se consegue resumir. Qualquer palavra retirada é uma perda irreparável. Por isso as traduções e adaptações também são perigosas.
Caso alguém ainda não saiba, estão fazendo um filme dele. Não tenho certeza de que quero assistir. Vai ser decepcionante e eu não tenho dúvidas disso.
O circo que eu criei, com base em cada palavra, com a tenda branca e grená, a graça e a mágica do trem e a doçura e a inconstância dos animais, o melhor diretor do mundo nunca vai conseguir superar.

4 comentários:

  1. su, juro que comentei aqui ontem! onde está o meu comentário?

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  4. Eu removi sua mensagem??? Mentiraaaaaaaa!

    ResponderExcluir