quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Brincando de escrever

Criei uma brincadeira. E divirto-me com ela.
Hoje tive outra entrevista e outra redação.
Dessa vez, a história foi sobre Paula, uma menininha que nasceu para mudar o mundo, mudar as vidas alheias. Ficou fofo o texto. Uma menina que poderia muito bem ser filha do Paulo do outro texto, nascida na República Tcheca. Sem querer, criei uma família.
Estava sozinha em uma saleta mal iluminada com a folha e a caneta na mão quando me dei conta da brincadeira que se construiu sozinha, e não pude deixar de rir.
Sempre que precisar escrever um texto, entrelaçarei de algum jeito com os outros, já escritos e devidamente guardados em arquivos de recursos humanos.
Me sinto distribuindo peças de um quebra-cabeça.
Fantasiei um poeta-detetive recolhendo os textos como se fossem pistas. Montando e desmontando as histórias.
Fantasias são fantasias, não tem nenhuma obrigação de virar realidade.
Mas o melhor dessa brincadeira é que traz poesia (e diversão) às entrevistas de emprego.

Um comentário: