segunda-feira, 25 de outubro de 2010

We are more than we are. We are one.

Eu só queria escrever que estou sentindo alguma coisa muito bonita que eu não sei explicar o que é.
Existem coisas bonitas no mundo.
Acreditem nisso.
Multipliquem essa beleza.
É possível.
Tantas coisas que eu simplesmente não consigo acreditar, mas nisso eu acredito.
Isso faz meus olhos encherem de repente e minha garganta dar um nó.
Existe alguma coisa inexplicavelmente linda no mundo que faz a vida valer a pena.
Eu poderia falar que é amor mas na verdade eu nem sei o que é.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dever de casa aos amigos

Amigos,
Sabem uma coisa estranha?
Eu não costumo contar pra todo mundo o que quero fazer pra não criar expectativas. Acho que é mais por medo de não alcançar as expectativas que as pessoas criam, medo de decepcionar. Ou então querer mesmo esconder de todo mundo aquela história de político de prometer tudo e não acabar nada.
Porque eu já quis fazer tanta coisa na vida, desde tocar violão até fazer biscuit. E nada terminou.
Mas agora é diferente. Agora eu quero criar expectativas. Eu quero crescer.
E eu me conheço: infelizmente cresço muito mais sob pressão.
Então, vamos à promessa: Eu coloquei na minha cabeça que vou aprender francês. Sempre tive vontade mas me faltou a iniciativa.
Portanto, amigos, criem expectativas, perguntem, cobrem, falem para todos os seus amigos que a Su vai aprender francês. Fiquem decepcionados se eu falar que desisti. Ou se eu enrolar vocês com histórias da carochinha, me desmascarem. Briguem. Me joguem aos leões. 
Pretendo aprender sozinha a cumprir minhas promessas, mas, se eu não cumpri-las, já sabem o que fazer.
Com amor,
da Su

domingo, 17 de outubro de 2010

She loves the sunrise

Sabe, tem gente que machuca a gente e tem vezes que a gente esquece, mas estava preocupada com as outras vezes. Aquelas coisas que você trocaria feliz por um tapa na cara, a dor seria bem menor. E eu passei um tempo pensando que é impossível perdoar completamente. Sempre vai haver um ressentimento, como fumaça na frente dos olhos.
(Acho que na verdade é como um letreiro luminoso pendurado no pescoço da pessoa e de todos os amigos em comum escrito "DOR" em letras garrafais, e várias setas piscando apontando para as placas, mas isso é menos poético.)
Mas, outro dia, eu estava andando e ouvindo música e, não sei direito porque nem como, esbarrei na beleza de não odiar ninguém. Não ter ressentimentos com ninguém. E eu fiquei meio atônita. O que eu faço com essa descoberta?
Não é nenhuma grande descoberta para a humanidade. Muito antes de eu nascer o perdão já era bonito e ensinado para todos desde a infância. Mas é uma imensa descoberta pra mim.
Minha ilha fora do mapa.
E eu pensei que talvez aquelas pessoas que me fizeram tão mal não mereçam um perdão tão facilmente assim, mas muito mais do que elas, eu não mereço conviver com ressentimentos, porque eles corroem  por dentro.
Eu não quero alimentar nada que não me faça crescer.
E pronto.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Eu

Vem, senta aqui, fica à vontade. Esse é o meu quarto.
Aqui, é esse o computador que eu uso, ali, a cama que eu durmo, as almofadas espalhadas.
Não repara na bagunça não, tá. É que não deu pra arrumar, você nem falou que tava vindo.
Vem, pode entrar. Essa é a minha vida.
É feita de rotina, igualzinha a todas as outras. Tem faculdade, amigos, briga com os pais, irritação com o irmão, saudade da irmã, falta de grana. Tem tudo isso.
E tem um pouco mais. São essas as minhas melhores lembranças. Tem alguns assuntos que não gosto de falar, você entende, né? A gente passa por decepções na vida. É assim mesmo.
Só vou te pedir uma coisa. É que sou meio tímida, então entra devagarzinho pra eu não me assustar. Mas pode vir.
Vem, vamos conversar. Senta aqui do meu lado. Deixa eu sentir sua atenção em mim. Me deixa nervosa. Me tira as respostas.
Vem, não precisa ter medo que eu não vou fechar a porta. Você pode sair quando quiser. Mas não vai agora. Fica mais um pouquinho. Fala qualquer coisa me olhando nos olhos. 
Não precisa mentir, dizer que vai ser pra sempre. Eu entendo. Um dia você vai embora, mas eu vou te pedir mais uma coisinha: Quando você for, me deixa aqui. Tenho medo. Vai que a porta bate atrás da gente.
Não me leva embora de mim que eu não vou saber voltar.

domingo, 3 de outubro de 2010

Hoje não

Eu deveria estar estudando, mas não estou conseguindo me concentrar.
Pensei em colocar aqui o que estou sentindo, mas hoje é um dia particularmente nublado e é muito difícil enxergar o que está acontecendo, ainda pior organizar e descrever em palavras.
Resolvi me satisfazer escrevendo apenas a vontade de escrever tudo. Todas as emoções do mundo.
Não compreendo nada de nada. E, hoje, só o não-compreender me completa.