quinta-feira, 29 de julho de 2010

Por que eu achei isso a minha cara?



Tóim tóim tóim tóim!
Adorei!

Ponto de vista

   - Não tem nenhum lugar mais bonito e ponto. Não discute comigo. Aqui tem sol, tem praia, tem gente bonita, tem árvores.
 Ele riu. - Pára de ser teimosa. A intenção não é discutir com você. Não estou tentando eleger a maior maravilha do mundo. Só estou falando que existem lugares mais bonitos que o Rio. Você não sabe porque nunca saiu daqui. Esse é o seu mundo. Mas tem muito mundo lá fora.
  - Eu fui na Disney!
  Ele soltou uma gargalhada bem alta que deixou ela sem-graça. - É. Você me falou que foi na Disney. Lá é bonito sim.
  - Não é mais bonito que o Rio.
  - Não é com a Disney que eu estou comparando. Você é teimosa, hein! Você nunca foi na Europa. Você não sabe como lá a gente se sente dentro de uma história. Você falou que compartilhava comigo aquela sensação de estar sendo escrito. De ser personagem. Lá é o cenário perfeito. Pode me chamar de maluco, mas andando por lá, toda vez que eu deixava minha mente vagar sozinha, criava uma narração na minha cabeça. Às vezes até mudava o jeito de andar pra acompanhar a narração e só percebia quando as pessoas começavam a olhar.
  - Maluquinho! Mas eu também não seria feliz se fosse normal. Sabe, eu amo esse lugar, amo tudo o que ele me lembra e é por isso que aqui é tão bonito pra mim. Talvez quando eu visitar esses lugares eu descubra que eles são realmente muito mais bonitos, mas existe uma outra possibilidade, e você pode dizer que ela é bem tiny little bit mas existe, talvez eu visite todos esses lugares lindos e tal e ache que eles são maravilhosos mesmo, mas não é o lugar que eu nasci, eu nunca pulei por aquelas ruas, não andava nas beiradas dos canteiros, não posso falar "A escola que eu estudei é ali naquela quadra, olha!". Cada cantinho daqui do Rio tem uma história. Ou várias. O Rio é uma parte de mim. Ipanema parece que me abraça sempre que eu volto de viagem. E eu amo isso aqui. O Rio é sim o lugar mais bonito do mundo e eu já falei pra você não discutir comigo!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

É. Eu sei. TPM.

Me diz que passou e que não vai voltar. Me diz que eu mudei, cresci, apesar de parecer pra mim que continuo a mesma criança idiota. Acompanha o meu desespero, enxuga minhas lágrimas e me fala que eu estou conseguindo fazer o meu caminho. Que eu não estou enxergando as conquistas, mas elas estão ali esperando que eu as descubra. Eu vou falar "Mas onde? Eu não vejo!", mas você vai ter que ler isso nos meus lábios, porque nesses momentos a voz some.
E eu sei que isso é exatamente o oposto daquela conversinha leve, conformada com o sofrimento, do último post, mas eu sou contraditória. E você tem que me abraçar e falar que eu sou especial exatamente por mostrar isso, porque todo mundo é, mas esconde.
Me abraça porque hoje nem chocolate foi suficiente pra me deixar feliz.
Mas traz outra blusa porque eu vou molhar a que você está vestindo.
Engraçado que saber que é TPM não diminui o poder que ela tem sobre mim.

domingo, 25 de julho de 2010

De amor e chocolate

  - Mas você ainda tá nessa? Poxa. Fico triste de ouvir. Passou tanto tempo! Você saiu com vários caras desde que ele sumiu da sua vida. Vai me dizer que nenhum te fez esquecer ele? Ai, sai dessa! Ele não te merece! Ah, você merece um cara bonitão, forte, inteligente, que consiga acompanhar teu pensamento, que apóie os teus milhões de sonhos. Você é uma garota tão bonita, inteligente, não pode ficar sofrendo assim por um cara que não tá nem aí pra você. Você mesma não tinha falado que isso não ía dar certo? Que talvez nem valesse a pena tentar?
   - Suspiro. -
  - Acontece que eu gosto muito dele. Muito mesmo. Não. Você não entendeu. Muuuito meeesmo! - risos - E eu sei que vou gostar não importa o que aconteça, não importa quantas pessoas passem na minha vida. Você falou de tempo. Realmente, passou muito tempo, mas não importa quanto tempo passe. E também não importa que ele não seja o cara mais bonito do mundo, nem o mais romântico, nem o mais simpático. Se eu sou mesmo tudo isso que você falou, não é um cara bonitão, espertão que eu mereço. É divertido na primeira semana, mas se o amor não acontece, perde a graça. Eu mereço o cara por quem eu caio de amores. Mereço que ele goste de mim de volta. E é só isso que eu queria. É. Realmente. Talvez não dê certo e talvez nem valha a pena tentar. Mas mesmo assim é gostoso saber que existe uma possibilidade de um amor meio "Romeu e Julieta" guardado num canto, esperando por mim. Tá bom! Tá bom! Eu sei que ele não está esperando por mim. Eu não tava falando dele. Quer dizer, não nessa frase. Eu tava falando de um amor que talvez nem ele saiba que pode surgir. Uma sintonia entre a gente que, pelo jeito, só eu percebi. É disso que eu to falando. Não me interrompe! Grrr! - risos - Você vai falar que eu não posso viver um grande amor sozinha, que eu to me fechando pro resto do mundo. É, eu sabia que você ía falar isso, mas eu não to fechada pro amor. Ele será bem-vindo toda vez que vier me visitar. Só que daqui, deste mundinho em que vivo hoje, parece que nunca mais vou gostar de alguém assim do jeito que gosto dele. Pode ser besteira, infantilidade e tal, mas é o que parece pra mim. E pensando assim, parece que, mesmo contra todas as evidências, essa é a relação que mais valeria a pena, porque é com o cara que eu gosto mais. A coisa tá feia né. Preciso de chocolate. Urgente! - risos - O cupido me esqueceu, mas ele ainda pode brincar comigo, e eu desafio o cupido a acertar bem no centro do alvo, só pra ver se consegue me dobrar ainda mais. Ah, eu cansei de falar de amor. Coisa complicada de falar! Vamos mudar de assunto? Vamos falar de chocolate!

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Perda de tempo?

Às vezes bate uma saudade daquela voz que já não se ouve há um tempo, das brincadeiras bobas, do friozinho na barriga.
Mas eu me faço de forte. Finjo que esqueci.
E acabo assoviando aquela música que lembra a gente, e vêm na memória o tom certinho que ele usa para cantar cada trecho.
Fico repetindo algumas partes na memória. Editando a meu gosto. Imaginando as expressões que ele faz cantando.
E daí eu vejo que fui longe demais com as lembranças e volto para o meu mundo onde não há espaço para saudade.
Ainda tento me convencer de que vivo no presente.