quinta-feira, 10 de junho de 2010

Ôôô tia!

Essa semana demos aulas de educação ambiental para uma creche-escola. Fiquei com as turminhas do maternal 1 e 2 e aprendi muita coisa.
Descobri que o Sean repete todas as últimas palavras da professora. Com a mesma entonação.
Ainda não foi inventado um jeito de fazer o Artur obedecer.
O outro Artur nem é tão chorão assim. Ele só estava com febre. E a professora descobriu isso pelo tipo de choro dele.
É só apontar a câmera pra Luísa que ela faz uma careta.
O Gabriel gosta de voar. Mas ele é bem pesado.
A Eleonora tem os olhos mais bonitos.
O rosto da Bia é o mais redondinho.
A Marina é possessiva.
A Duda é apegada a todas as coisas materiais. Inclusive lixo.
A Mariah responde a todas as perguntas.
O George é bebê demais pra interagir com a gente. Ele só faz sim ou não com a cabeça.
O Heitor sorriu no último dia. (Nossa maior conquista.)
Aprendi que dor é muito relativo. Ela passa muito rápido se você tiver alguma coisa interessante para prestar atenção.
Que choro e riso estão à mesma distância da normalidade. Essa distância muda de pessoa pra pessoa. Há quem seja mais dado às emoções, que chore e ria mais fácil. Mas também tem os durões, e eles são durões para os dois lados. Não riem, mas também não choram.
E essas crianças são muito mais do que eu esperava. Foram uma surpresa. Amor a primeira vista.
Ganhei beijos e abraços deles, brinquei, corri, levei eles pela mão, peguei no colo, fiz caretas. E essa semana, eu não posso reclamar de nada.
Ganhei o que eu mais queria.
Força.


Devia ter feito pedagogia. :)

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