sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Infelicidade é uma questão de prefixo

De vez em quando dá uma confusão na cabeça da gente...
Pode ser o sono mal-dormido ou o cansaço de sobreviver.
Ou então a solidão mesmo que deixa um buraco dentro da gente e não deixa a gente pensar direito.
Sei que, de vez em quando, eu acordo sem saber quem sou, do que eu gosto e com quem posso contar.
Me bate uma insegurança.
Um medo de viver assim.
Não consigo contar com ninguém na solidão.
Amigos, não se ofendam. É uma dificuldade minha.
É que nem medo de escuro. Acontece. Não tem lógica.
E é de criança que tenho isso.
Às vezes, num dia qualquer, começa a doer.
Dói fundo. E sem remédio.
A consciência grita dizendo que estou no caminho errado e não há mais volta. A insegurança aperta.
Parece que minha vida está estagnada.
E eu já não sei mais porque viver.
Essa frase saiu forte demais. Não era a intenção.
"Não há como parar de dançar. Nem como dançar melhor."
Não há como parar de dançar. Não se preocupem.
Isso é só um desabafo.
Os sentimentos me corroem aqui dentro mas não sei falar essas coisas sem achar que estou me fazendo de coitadinha.
Várias vezes quis fazer um desabafo desses, mas toda vez eu apagava. Porque achava que não valia a pena escrever o que é triste e sem cura.
Mas quando eu criei este blog, tentei não mentir nenhuma vez meus sentimentos.
E é isso que estou tentando neste post.
Todo mundo sente solidão.
A minha é só um pouco mais profunda.

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