sábado, 10 de outubro de 2009

Nieve y carbón

Só porque sou completamente apaixonada pelas músicas deste cantor. Melodias doces e letras apaixonadas, feitas para românticos. Poesia com jeito de criança.

E ainda, o melhor show que já fui e, salvo um milagre, não tenho esperanças de ver um que se equipare no futuro.



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Dos Colores: Blanco y Negro
por Jorge Drexler


Nuestra primera intención
Era hacerlo en colores:
Una acuarela que hablara
De nuestros amores.


Un colibrí polícromo
Parado en el viento,
Una canción arcoiris
Durando en el tiempo.


El director de la banda
Silbando bajito
Pensaba azules y rojos
Para el valsecito.


Pero ustedes saben, señores,
Muy bien cómo es esto;
No nos falló la intención,
Pero sí el presupuesto...


En blanco y negro
Esta canción
Quedó en blanco y negro
Con el corazón,
En blanco y negro,
Nieve y carbón,
En blanco y negro,
En technicolor,
Pero en blanco y negro...


Fuimos quitando primero
De nuestra paleta
Una mirada turquesa
De marco violeta.


Luego el carmín de las flores
Encima del piano,
Una caída de sol
Cuando empieza el verano.


Todo los tipos de verde
De una enredadera...
Ya ni quedaban colores
Para las banderas.


Nuestra intención ya no fué
Más que un viejo recuerdo
Y esta canción al final
Se quedó en blanco y negro.


En blanco y negro
Esta canción
Quedó en blanco y negro
Con el corazón,
En blanco y negro,
Nieve y carbón,
En blanco y negro,
En technicolor,
Pero en blanco y negro...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Vaga-lumes na escuridão

Por vezes me descobri perdida, esquecida dos meus objetivos de vida, apática, tomada de um desespero silente. E há alguns textos que nestas horas fazem papel de luz. Não te empurram pelo caminho (como sua mãe gostaria de fazer), mas te mostram um caminho. Ou pelo menos te confortam com a prova de que não é só você que passa por essas dificuldades.



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"Das Utopias"
por Mário Quintana

"Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!"


Trecho de "Advice, like youth, probably just wasted on the young" (ou "Wear Sunscreen")  
por Mary Schmich


"Don’t feel guilty if you don’t know what you want to do with your life… The most interesting people I know didn’t know at 22 what they wanted to do with their lives. Some of the most interesting 40 year olds I know still don’t. (...) What ever you do, don’t congratulate yourself too much or berate yourself either – your choices are half chance, so are everybody else’s."

Trecho de "Um dia você aprende"
por Veronica A. Shoffstall


"Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar."


Trecho de "Existe Sempre uma Coisa Ausente"
por Caio Fernando Abreu


"Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio."


Trecho de "Hey, Jude"
por The Beatles

"Hey, Jude, don't make it bad,
take a sad song and make it better
Remember, to let her into your heart,
then you can start, to make it better.

(...) 
And anytime you feel the pain,
Hey, Jude, refrain,
don't carry the world upon your shoulders.

(...)
So let it out and let it in,
Hey, Jude, begin,
you're waiting for someone to perform with.
And don't you know that is just you?
Hey, Jude, you'll do,
the movement you need is on your shoulder."


Trecho de "Sanar"
por Jorge Drexler

"La tierra parece estar quieta
Y el sol parece girar,
Y aunque parezca mentira
Tu corazón va a sanar,
Va a sanar,
Va a sanar,
Y va a volver a quebrarse
Mientras le toque pulsar.


Y nadie sabe por qué un día el amor nace,
Ni sabe nadie por qué muere el amor un día,
Ni nadie nace sabiendo, nace sabiendo
Que morir también es ley de vida."


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Dois

Ele entrou na casa pensando no jantar.
Ela já tinha ido dormir. Estava tão cansada!
Ele largou a pasta no sofá e viu o que tinha na geladeira. Cerveja, cerveja, cerveja. Ah! Mas as panelas em cima do fogão estavam cheias de comida.
Ela sonhava uns sonhos bobos. Alguma lembrança de criança.
Ele comeu rápido, faminto.
Ela sonhou algumas coisas mais concretas. O marido. O filho que eles tanto queriam.
Ele deitou ao lado dela e ficou por alguns momentos olhando. Só olhando.
Essa era a vida que eles tinham escolhido.
Eles respiravam em ritmos diferentes, era engraçado notar isso no silêncio. Sempre parecera que eles haviam se tornado uma só pessoa e, no entanto, seus ouvidos compreendiam a prova do abismo entre os dois. Eram dois seres distintos querendo ser um só. Uma utopia. Impossível, como toda utopia.
Um pouco perturbado, ele acariciou o cabelo da esposa.
"Tão linda!" - Pensou enquanto a envolvia em um abraço com o cuidado de não acordá-la. Ele dormiu com o rosto encostado no dela. Sonhou com uma criança que pulava na cama. Um filho. Um filho seria sim a soma dos dois.